Polícia desarticular quadrilha de furto e adulteração de combustível no Rio; 18 são presos

A Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol), por meio da 60ª DP (Campos Elíseos), realiza nesta quinta-feira (21/11), a Operação Saccularis para desarticular uma organização criminosa acusada de furto e adulteração de combustível. A ação conta com apoio do Departamento Geral de Policia da Baixada (DGPB) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE).

De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Civil, a ação tem objetivo de cumprir 17 mandados de prisão e 14 de busca e apreensão em empresas e residência dos investigados, além de 15 mandados de busca e apreensão de caminhões tanques utilizados para o transporte do combustível e também o bloqueio de bens no valor total de oito milhões. Até o momento 18 pessoas já foram presas.

Ainda segundo a polícia, as investigações deram início há cerca de oito meses, e após intenso trabalho de inteligência, chegou a identificação dos integrantes da quadrilha e do esquema praticado pelo bando. Ficou comprovado também que a quadrilha agia a partir de empresas legalizadas no ramo de transporte de combustíveis. Parte da carga era desviadas por ele para diversas garagem localizadas no município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, conhecidas como“biqueiras”.

O transporte supostamente legalizado, eles criminosos faziam o o frete do combustível para cidades do Sul e Norte Fluminense, Regiões Serrana e dos Lagos e a própria Baixada.

Ainda segundo o apurado, os desvios ocorriam em todos os transportes realizados a partir de carregamento nas distribuidoras localizadas na área de Duque de Caxias. Os caminhões saíam carregados das distribuidoras e o desvio ocorriam nas garagens das empresas que eram contratada. A quantidade subtraída variava entre a chamada “cotinha” de 60 a 120 litros até as que atingiam cerca de mil litros. Para evitar que o desvio fosse identificado, eles ainda completava os caminhões era com solvente.

As investigação apontam ainda, que após o carregamento, ainda dentro da base das distribuidoras, os criminosos desligavam as câmeras de segurança e o rastreamento para que os caminhões pudessem ser conduzidos até as garagens sem serem localizados. Após realizar o desvio o veículo retornava para a distribuidora onde os sistemas eram reativados e seguiam normalmente para a entregados clientes.

O combustível subtraído era revendido para receptadores com valores que variam entre R$2 e R$3 o preço do litro. Com o golpe, o grupo chegava a lucrar cerca de R$ 4 milhões por mês.

A polícia informa que os criminosos vão responder pelos crimes de furto qualificado, receptação e adulteração de combustível, crimes contra ordem econômica, ordem tributária, relações de consumo, crimes contra o meio ambiente e lavagem de dinheiro.

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