Nenhum ministro fará parte de novo partido, diz Bolsonaro

Na manhã desta quinta-feira (21), ao sair do Palácio da Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro disse que nenhum dos ministros de governo irá se filiar ao seu novo partido, Aliança pelo Brasil, que ainda está em fase de criação.

Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

 “Não vamos ter a participação do governo na criação do partido para evitar interpretação equivocada de que estou usando a máquina pública para formar um partido”, disse.

De acordo com o presidente, a nova legenda respeitará a legislação. “O partido tem que estar voltado, no meu entender, para suas atribuições legais: fiscalizar o Executivo, apresentar projetos, legislar”, explicou.

Na semana passada, ao utilizar as redes sociais, Bolsonaro anunciou a saída do PSL, partido pelo qual foi eleito, e anunciou a criação do Aliança pelo Brasil. Na terça-feira (19), ele assinou sua desfiliação.

Assumindo a segunda maior bancada parlamentar na Câmara dos Deputados, o partido PSL conta atualmente com 53 deputados. Já no Senado, a legenda possui apenas três integrantes.

Ainda nesta quinta está prevista a participação do presidente no evento do lançamento da nova legenda, em Brasília. Entretanto, para que ele seja registrado oficialmente e assim poder disputar eleições, ainda será necessária a coleta de 500 mil assinaturas em pelo menos nove estados.

Essas rubricas precisam ser validadas, uma a uma, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O prazo para que o novo partido de Bolsonaro seja registrado no TSE é de até março de 2020, bastante apertado levando em conta o número de assinaturas que ele deve recolher. A expectativa dele é que o TSE autorize a coleta de assinaturas por meio eletrônico. Se a coleta das rubricas for  de forma manual, a criação da legenda deve ficar para o final de 2020. Segundo Bolsonaro, “é impossível fazer em poucos meses”.

O presidente se mostra disposto também a viajar pelo Brasil para ajudar na mobilização em prol da nova legenda. “Estamos aguardando a decisão do TSE. De acordo com a decisão, a gente vai saber se forma (o partido) para março ou para o final do ano que vem. Depende da decisão do TSE, a gente vai ter uma dinâmica para coleta das assinaturas”, disse Bolsonaro. “Se não for possível (criar até março) eu não vou entrar nas municipais ano que vem”, completou ao concluir.

Troca de partidos

Esta não é a primeira mudança de partido que o presidente faz. Bolsonaro já possui um histórico de troca de partidos. O PSL está sendo o oitavo por onde ele passou. Antes deste o presidente teve passagem por: Partido Democrata Cristão (PDC),Partido Social Cristão(PSC), Partido Progressista Reformador(PPR), Partido Progressista Brasileiro (PPB), Partido Trabalhista Brasileiro(PTB), Partido da Frente Liberal(PFL) e Partido Progressista (PR).

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