IBGE diz que auxílio emergencial faz comércio ter o melhor resultado em 20 anos

IBGE diz que auxílio emergencial faz comércio ter o melhor resultado em 20 anos
IBGE diz que auxílio emergencial faz comércio ter o melhor resultado em 20 anos

IBGE diz que auxílio emergencial faz comércio ter o melhor resultado em 20 anos.

O aquecimento do consumo com a injeção do auxílio emergencial segue gerando efeitos positivos no varejo brasileiro. Dados divulgados nesta quinta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o comércio avançou 3,4% em agosto, na comparação com julho. Com o resultado, o volume de vendas do varejo atingiu o maior patamar da série histórica, iniciada em 2000.

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Foi o quarto mês consecutivo de alta na comparação mensal do comércio, após as quedas históricas registradas em março e abril.

Diferentemente de outros setores, o varejo brasileiro se encontra no melhor momento desde 2014, se considerada a série histórica do IBGE, quando atingiu recorde da atividade econômica em outubro. Especialistas ouvidos pela Reuters estimavam um avanço de 3,1% na comparação mensal.

Após a queda entre março e abril, o setor conseguiu recuperar o dinamismo, ancorado principalmente nas vendas em supermercado, com peso de mais de 50% no índice do instituto, e que vinha até julho apresentando desempenho positivo.

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Especialistas afirmam que a distribuição de R$ 600 para mais de 60 milhões de brasileiros foi a princinpal responsável por tirar o segmento rapidamente da crise, superando o patamar registrado pré-pandemia.

A reabertura do comércio e de uma adaptação dos negócios no modelo de venda online também ajudaram na recuperação gradual de outros segmentos do setor.

O que os dados do IBGE indicam é que, com o passar dos meses, a retomada do setor tem ficado mais homogênea. Ou seja, mais setores estão conseguindo recuperar as perdas causadas pela pandemia.

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Apesar dos dados positivos, os números indicam que o varejo começa a enfrentar desafios maiores para avançar. Na comparação mensal, o crescimento vem diminuindo a cada divulgação. Chegou a 13,3% em maio, mas ficou em 8,5%, em junho, e 5,2% em julho.

Além de uma curva de contágio que ainda preocupa, a alta no desemprego e a redução dos efeitos das medidas adotadas do governo para diminuir a queda da economia brasileira podem influenciar o indicador.

A prorrogação do auxílio emergencial até o fim do ano, em R$ 300, poderá manter a demanda aquecida, num patamar menor que nos últimos meses. Por outro lado, a poupança, que teve saldo de R$ 1 trilhão em setembro, poderá ajudar a compensar essa redução, caso os brasileiros decidam usar os recursos para consumo.

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Fonte: Economia iG

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