Anthony e Rosinha Garotinho são presos novamente no Rio de Janeiro

Os ex-governadores do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho e Rosinha Matheus tiveram o mandato de prisão cumprido na manhã desta quarta-feira pelo Polícia Civil. A decisão da prisão dos políticos foi decisão da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, que derrubou a liminar que concedia habeas corpus ao casal.

Foto: (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Garotinho e Rosinha já haviam sido presos no início do mês de setembro, por determinação da 2ª Criminal da Comarca de Campos dos Goytacazes, entretanto eles foram soltos no dia seguinte, por um pedido de habeas corpus concedido pelo desembargador Siro Darlan, durante plantão judiciário.

O casal de políticos, Garotinho que foi governador do estado do Rio de Janeiro entre os anos de 1999 e 2002 e sua esposa, Rosinha, que governou o estado de 2003 a 2006 está sendo acusado de fraudes em contratos celebrados entre a prefeitura de Campos dos Goytacazes, localizada no norte Fluminense, e a construtora Odebrecht para a construção de casas populares, durante os dois mandatos de Rosinha que entre os anos de 2009 e 2016 ele foi prefeita da cidade.

Em nota divulgada nesta terça-feira (29/10), o advogado de defesa do casal, Vanildo da Costa Júnior, informou que vai recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra a decisão da 2ª Câmara Criminal.

“Ainda que se respeite a decisão proferida pela Segunda Câmara Criminal do Egrégio Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, não há como concordar com as razões de sua fundamentação. A ordem de prisão é ilegal e arbitrária, pautada apenas em suposições e conjecturas genéricas sobre fatos extemporâneos, que supostamente teriam ocorrido entre os anos 2008 e 2014. Acreditamos em sua modificação pelos tribunais superiores, para onde encaminharemos recurso”, afirmou, em nota, o advogado Vanildo José da Costa Junior.

O casal Garotinho, também em nota, afirmou ser vítima de uma perseguição.

“Desde que denunciei a quadrilha do ex-governador Sérgio Cabral, com braços no Legislativo, no Ministério Público, como já ficou provado, e também em outros Poderes do estado, a perseguição contra meu grupo político e minha família tornou-se insuportável. É um verdadeiro massacre que fazem contra nós.”, concluiu.

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